Não aguento mais...
na boa, ta impossivel...
assumir responsabilidades por erros que não são meus, sofrer as consequências de atrasos que são alheios à minha vontade...
as mesmas cobranças, as mesmas reclamações...
e pra quê? pela simples imposição de uma (por assim dizer) hierarquia... hierarquia esta que se defasa cada dia mais, realmente eu não tenho culpa dos problemas que me cercam, eles apenas estão lá... me obsevando... sem intervir, tentando permanecer o mais anônimos possível.
Mas eles nunca vão passar desapercebidos, por mais que não interfiram em nada, por mais que estejam fora do meu alcance, alguem sempre vai conseguir enxergar e usá-los contra mim...
e ecoa uma unica pergunta nessa minha cabeça cheia de vales:
Por quê?
qual o porquê disso? me aporrinhar sempre com as mesmas coisas, por mais que estas fiquem o tempo todo fora do meu alcançe, por mais que elas estejam alem do meu querer? qual a finalidade de reclamar do que não depende de uma atitude minha pra ser resolvido?
não é como se fosse um botão, que uma vez apertado, desempenha sua função...
e não é assim, infelizmente não é assim...
não, não estou me queixando dos meus problemas, eu me queixo das pessoas que reclamam deles, dos que se intrometem nessa fatia da minha vida, fatia que é tão importante, que me define tão bem!
esse monte de aporrinhação só serve pra ver o quanto é bom ter a solidão seletiva, como é bom conseguir passar desapercebido pelas pessoas, como é bom ver todos andando, tropeçando, indo de encontro ao destino, enquanto você observa o tempo parado, com tudo residindo na eterna paz da ausencia de tempo... como se andasse por uma fotografia, eu sigo vendo e analisando como são patéticas as preocupações... como as pessoas se deixam consumir com os problemas dos outros...
este post é dedicado à Sean Ellis, por me mostrar como a vida é essencialmente simples.
No meio, existiu o fim.
Há 14 anos
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